Sem laboratório. Sem instituição. Pelo celular.
Um jovem de Salvador foi aceito na principal conferência mundial de tecnologia e inteligência artificial — sem universidade, sem financiamento, sem laboratório. Usando só um celular. E uma curiosidade que virou pesquisa sem ele perceber.
A ACM CHI — Conference on Human Factors in Computing Systems — é onde o mundo discute o futuro da tecnologia. É onde estão pesquisadores da Apple, Google, MIT, Harvard. É onde se decide como humanos e máquinas vão trabalhar juntos nas próximas décadas.
Em abril de 2026, pela primeira vez, um pesquisador independente de Salvador, Bahia, vai apresentar dois trabalhos nessa conferência.
Sem vínculo com universidade. Sem bolsa. Sem laboratório. Com um smartphone e uma curiosidade que, sem que ele planejasse, virou um dataset científico único no mundo — e depois virou pesquisa.
"Às vezes a inovação nasce em laboratórios bilionários. Às vezes nasce num celular em Salvador."
Durante 20 meses, Vinícius Buri Lux documentou, sem intenção inicial de pesquisa, o que acontece quando um humano passa a trabalhar intensamente com inteligência artificial ao longo do tempo. As conversas foram se acumulando. O dataset foi crescendo.
Em outubro de 2025, ao olhar para aquele material acumulado, a hipótese tomou forma: quando a mesma pessoa avalia múltiplos sistemas de IA repetidamente, ela pode, sem perceber, fazer esses sistemas parecerem concordar entre si — quando na verdade estão apenas espelhando os padrões dela.
Isso tem implicações diretas para qualquer organização que usa IA para tomar decisões: governos, empresas, hospitais, tribunais. O consenso que parece vir da máquina pode estar vindo do humano que a avalia.
Dois trabalhos sobre essa descoberta foram submetidos à CHI 2026. Passaram pela revisão científica internacional. Foram aprovados.
Emails originais das comissões científicas da ACM CHI 2026.
Aceites verificáveis no OpenReview · viniburilux.github.io
A Bahia tem talento. Sempre teve. O que falta, às vezes, é o caminho até o palco.
Barcelona não é só uma viagem. É uma oportunidade de mostrar ao mundo que pesquisa de ponta pode nascer em qualquer lugar — inclusive em Salvador, inclusive sem estrutura institucional.
É o tipo de história que forma referências. Que abre portas para os próximos. Que coloca a Bahia no mapa de uma conversa que vai definir a próxima década da tecnologia.
"Feito pelo celular, em Salvador. Aprovado em Barcelona. Essa é a história que queremos contar."
Tudo foi construído sem dinheiro. Os papers estão prontos. A aprovação veio. Só falta uma coisa: chegar lá.
Instituições parceiras terão seu nome associado a esse projeto — numa conferência vista por pesquisadores do mundo todo, numa história que vale ser contada.
Qualquer contribuição conta. De qualquer lugar. Para fazer isso acontecer.
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