Construí um sistema que coleta, organiza e analisa todos os contratos diretos das prefeituras brasileiras — em escala, de forma automática.
O governo publica tudo no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). Mas os dados são difíceis de usar: estão espalhados, sem classificação, em formatos que exigem conhecimento técnico para extrair.
Construí um pipeline que faz esse trabalho automaticamente: coleta, limpa, classifica e organiza os contratos por categoria. Tudo com flags de qualidade para separar contratos municipais reais de ruído.
API do PNCP com retry inteligente. Não depende de download manual nem de portais municipais.
Cada contrato recebe uma categoria: artístico, saúde, consultoria, locação, manutenção...
Flags automáticos identificam outliers e falsos positivos — garantindo dados limpos.
CSV estruturado, com colunas padronizadas. Abre em qualquer ferramenta de análise.
Prefeituras baianas gastaram R$ 629 milhões em contratações artísticas via inexigibilidade de licitação. O São João é uma indústria financiada pelo poder público — e ninguém mapeia isso em escala.
Paulo Afonso (BA) gastou R$ 14,8M em 68 contratos artísticos. Feira de Santana, R$ 14,7M. Municípios do interior contratam diretamente cada artista, o que revela valores que cidades grandes ocultam via produtoras.
O maior volume do dataset não é show — é consultoria jurídica, contábil e assessoria técnica. Esse mercado de R$ 58 bilhões na Bahia em 2025 é praticamente invisível na discussão pública.
Nos primeiros 4 meses de 2026, R$ 153M em contratos artísticos já foram publicados. O São João 2026 está sendo contratado agora, em tempo real.
Não estou buscando espaço. Estou buscando quem já tem distribuição e pode usar essa infraestrutura para gerar impacto real.
Pautas prontas com dados verificáveis. Coleta automatizada para reportagens investigativas.
Dataset estruturado para monitoramento. Identifica padrões que não aparecem em auditorias manuais.
Base histórica de inexigibilidades para estudos de economia política e alocação orçamentária.
O pipeline já funciona para qualquer estado. O que foi construído na Bahia pode cobrir todos os 5.570 municípios brasileiros com ajuste mínimo.
Se o que você leu faz sentido para o seu trabalho, quero entender como podemos colaborar.